O meu caos

vários relógios-pêndulo
Alastra o dia no desassossego
das margens estreitas ladeando 
os arcos repousados do meu peito.

Morre o sol num verão de raios lentos
movendo pés de chumbo em chão parado
moldando o tempo em decúbito perfeito.

Vieram marés cheias, magmas cadentes
vulcões doentes nas noites escoadas
pela luz que assiste à liquidez das formas.

Gestos em embrião que persistem lentos
enfiando contas no colar das horas:
ponteiros soltos à rigidez das normas.

Foto de Giallo no Pexels

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